quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Nao construa sua felicidade sobre a infelicidade de outro

Antes de tudo quero dizer que vale a pena ler este texto,
eu o achei num blog
Muito edificante,
proveitoso para todos mas tb principalmente para quem sofre
ou sofreu uma decepçao em seu casamento
Este texto com base biblica mostra o outro lado da historia
e como DEUS age sobre isso



Só mesmo uma louca seria capaz de roubar o homem de outra mulher, só mesmo alguém que deseje destruir a sua própria vida faria uma coisa dessas.

O seu destino será a violência, as feridas e a vergonha pública.


Bíblia Sagrada - Provérbios 6:33



Em muitos lares que tenho visitado, devido ao meu ministério com famílias, algo tem me impressionado muito: Às vezes chego numa casa totalmente destruída, o casal está em crise, as finanças num verdadeiro mar de dívidas e miséria, muitas vezes há enfermidades, enfim, tudo praticamente desmoronando.


Quando encontro uma situação assim, eu vou para oração e pergunto a Deus o porquê daquelas pessoas estarem vivendo esta realidade em que não vejo nenhuma bênção de Deus alcançando a casa e, com a resposta do Senhor, fico muito admirada: “Esta mulher roubou este homem de uma outra mulher e destruiu uma família e, por isso, este relacionamento não está debaixo de minha bênção”.


Amada, uma coisa é você conhecer um homem que saiu de um casamento e está só e à procura de alguém para construir a vida, nosso Deus sempre será um Deus de oportunidade e, se uma mulher de Deus quiser começar a vida com um homem assim, Deus abençoará para que eles possam construir uma família.

No começo parece tudo dar certo...

Contudo, outra coisa bem diferente é você começar a se relacionar com um homem casado, envolvê-lo e levá-lo a separar-se de sua esposa, deixar seus filhos e sua casa para construir uma vida com você.

Ainda que este homem esteja passando por crises no casamento, não pense que Deus estará do seu lado, e veja bem: ter Deus do nosso lado é algO fundamental para que as coisas deem certo.

Muitas mulheres enganam-se, acham que podem construir a sua felicidade em cima da desgraça dos outros.

No começo, parece que tudo vai ser mil maravilhas, ele sai de casa, deixa a esposa, esquece-se dos filhos e começa uma vida com ela.


...MAS DEPOIS VOCÊ COLHE O QUE PLANTOU


Surgem àqueles momentos em que a paixão está aflorada, momentos de namoro, sexo e passeios, no entanto, os dias vão se passando e, de repente, começam as adversidades, as crises de ciúmes, os problemas financeiros, as enfermidades, traições e, então, aquela mulher pensa que Deus vai ajudá-la, ela busca a bênção de Deus em algo que começou sem a permissão do Senhor.

Na verdade, esta mulher enganou-se, começou a construir uma casa sem alicerce que pode ser levada pela tempestade a qualquer momento.

Mulher, nunca queira ver Deus furioso com você! O Senhor é um Deus de amor, mas sua justiça não pode ser ignorada.

Na verdade, a destruição nem é Deus quem faz, ela vem pela atuação dos mesmos demônios que a ajudaram a separar uma família.


PARE DE DESEJAR AQUILO QUE NÃO É SEU
...
Nunca vou me esquecer do dia em que recebi a visita de uma jovem grávida em minha casa. Muito angustiada e atribulada, ela me pediu que fizesse uma oração, pois estava tendo muitas brigas com seu esposo, entretanto, no momento em que fui orar, Deus falou ao meu coração “tire as mãos desta jovem porque não irei abençoá-la, ela está fazendo de tudo para destruir uma família, como está tendo dificuldade, resolveu ficar grávida para separar o casal de vez, Eu não estou neste negócio”.

Não pense que Deus vai vir consertar aquilo que começou errado. Jesus vê todas as coisas e sabe da situação sentimental de cada pessoa, lembre-se da passagem de João 4:16 quando o Senhor encontrou-se com a mulher samaritana. Após ter uma longa conversa com ela, Ele disse:

“Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá; ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido;

porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta.”

João 4 16-19.

Agora você percebe que Jesus sabe muito bem se este homem que está aí do seu lado é seu esposo ou não? Sim, Ele sabe.

VALE A PENA ESPERAR
A PESSOA QUE DEUS ESTA PREPARANDO PARA VOCÊ!


Talvez todo mundo pensa que é seu, vocês usam aliança, quem sabe você já até teve filhos com ele, talvez você fez ele divorciar-se e casar-se com você no papel. Tudo parece ter dado certo, mas para Deus as coisas não estão tão certas assim.

Perceba que Jesus falou para aquela mulher que o homem que estava ao lado dela não era seu esposo de verdade.

Vejo muitas mulheres nesta situação vivendo uma vida miserável, pagando um alto preço por ter destruído uma família, até mesmo mulheres evangélicas dentro das igrejas assolando casamentos e pensando que, pelo fato de ser evangélicas, Deus está apoiando uma coisa dessas. Fuja disso! Altíssimo é o preço que paga uma mulher que destrói um projeto de Deus como uma família.

O Senhor tem uma pessoa especial para você! Construa a sua felicidade no alicerce certo que é o Senhor Jesus. Espere o tempo de Deus e o seu homem vai chegar e vai fazer de você uma mulher muito feliz

texto de Shirley Varjão

este texto é edificante e faca de dois gumes, corta dos dois lados
1º pq repreende a adultera
e 2º pq mostra que se alguem um dia destruiu seu lar ou quer destrui-lo
nao ficara impune perante o Senhor
Pq DEUS zela pela familia

Conflito entre dois lobos



Um velho índio cherokee dava lições de vida aos seus netos. Disse-lhes:
“Está se travando uma luta dentro de mim. Luta terrível, entre dois lobos.
Um é o medo, a cólera, a inveja, a tristeza, o remorso, a arrogância a auto-piedade, a culpa, o ressentimento, a inferioridade e a mentira.
O Outro é a paz, a esperança, o amor, a alegria, a delicadeza, a benevolência, a amizade, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé.
A mesma luta está se travando dentro de vocês e de todas as outras pessoas…”
As crianças puseram-se a refletir sobre o assunto e uma delas perguntou ao avô: ” Qual dos lobos vencerá?”
O ancião respondeu:
” Aquele que for alimentado…”

Fonte: internet

Como Deus pode se importar tanto conosco assim?

Olhe como o mundo quer te humilhar, mas DEUS quer te SALVAR

Experimentando a direção de Deus


Muitas vezes os filhos de Deus já se perguntaram se há como reconhecer a direção do Senhor, a vontade de Deus para suas vidas. Em minha opinião, essa é uma das coisas mais difíceis. Mesmo assim, um cristão pode experimentar a direção do Eterno, de uma ou outra forma.

A seguir vamos meditar a respeito de duas possibilidades que temos para reconhecer a vontade ou a orientação de Deus.

Orientação pela atuação da Palavra de Deus
Um cristão que deseja experimentar a condução de Deus precisa, em primeiro lugar, estar cheio de uma confiança profunda e infantil na Palavra revelada de Deus. Se você procura por certeza absoluta, então nunca deixe de pegar a sua Bíblia! O salmista ora assim:

“Ensina-me bom juízo e conhecimento, pois creio nos teus mandamentos” (Sl 119.66).

Ele quer receber “juízo e conhecimento”, o que significa receber a orientação divina. Mas como isso acontece? Por meio da Palavra de Deus: “...creio nos teus mandamentos”.
Por que a Palavra de Deus tem condições de permitir que experimentemos a maravilhosa direção do Senhor? Porque não é apenas a palavra do Eterno, mas porque o próprio Cristo é a Palavra! Entretanto, é justamente isso que causa tanta dificuldade a muitos cristãos. Não são poucos os que dizem: “Ah!, se eu pudesse escutar o Senhor assim como os discípulos e tantas outras pessoas O escutaram naquela época – então eu creria mais!” Mas esse argumento não é consistente. Tais irmãos na fé deveriam entender o que significa escutar a Palavra de Deus – então eles perceberiam que a leitura da Bíblia nada mais é que ouvir Jesus falando! O Evangelho de João é muito claro ao falar desse fato:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus (...) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.1-2,14).

Esse texto fala de Jesus – e como Ele é chamado? “O Verbo”! É verdade: Jesus Cristo é o Verbo encarnado de Deus! Por isso o último livro da Bíblia também O trata pelo mesmo significativo nome:

“[Jesus] Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus” (Ap 19.13).

Mesmo que o Senhor tenha nos dado inteligência e até mesmo Seu Espírito Santo (àqueles que crêem em Jesus), durante a leitura da Palavra de Deus às vezes surgem termos, verdades e contextos que não conseguimos entender, seja parcial ou totalmente. Não são poucos os que enfrentam dificuldades até com a afirmação “o Verbo (a Palavra) se fez carne”. Mas justamente quando encontramos palavras e passagens na Bíblia que não entendemos há somente uma fórmula segura: podemos e devemos crer naquilo que está escrito! Pois a Palavra de Deus é a verdade! Em outras palavras: se você tiver diante de si um texto que não dá para entender, minimize sua inteligência e maximize a sua fé!
Em Jó 8.9 ouvimos Bildade, o suíta, dizer: “Porque nós somos de ontem e nada sabemos...”. Será que nós também não deveríamos confessar isso mais vezes? Não seria tempo de reconhecer que não sabemos nem entendemos muitas coisas? Será que não deveríamos passar a ser cada vez mais honestos nesse ponto? – Se fizermos isso, vamos experimentar uma libertação interna; uma libertação que nos levará à fé infantil! Quem reconhece a sua falta de conhecimento verá que sua fé começa a crescer.
A propósito: também nas nossas orações volta e meia somos confrontados com a falta de conhecimento, não é mesmo? Sim, é exatamente assim; por isso o apóstolo Paulo escreveu:

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26).

Portanto, quando oramos, confiamos no Espírito Santo, porque no fim das contas somos incapazes de orar da forma que agrada a Deus. É preciso fazer o mesmo quando se trata de verdades bíblicas que não podemos compreender com nossa inteligência. Vamos devotar confiança completa à Palavra de Deus, deixando tudo aos cuidados do Espírito Santo!
Como cristãos renascidos cremos de todo o coração que Jesus é a Palavra encarnada de Deus. Por isso, as afirmações do Antigo e do Novo Testamento nos permitem experimentar constantemente a orientação divina. Pois quando a Palavra do Eterno fala a nós, o próprio Cristo fala conosco. O próprio Senhor confirmou isso quando disse:

“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39).

Ao falar de “Escrituras”, Ele se referia ao Antigo Testamento e, no meu entendimento, profeticamente também ao Novo Testamento, que seria divinamente completado cerca de cem anos depois de Seu nascimento. E como toda a Escritura Sagrada testemunha de Cristo, a história dos discípulos de Emaús relata:

“E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, [Jesus] expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lc 24.27).

Também nisto Jesus testifica de forma muito clara: na Escritura vocês encontram a Mim. E isso significa: a Escritura fala as minhas palavras; Eu sou a Escritura!
Quem ler sua Bíblia com essa fé, receberá por meio da Palavra de Deus uma força permanente, uma indestrutível fonte de bênção. Pois o Senhor Jesus, que é a verdade em pessoa, deu o seguinte testemunho em relação às Suas palavras: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mt 24.35). Nós, que pertencemos a Jesus, deveríamos confiar e crer muito mais na Palavra de Deus, sabendo que por meio dela podemos e iremos experimentar a Sua orientação! Afinal, a palavra na Bíblia não é “apenas” palavra escrita, mas é o próprio Cristo! Por isso vamos considerar com seriedade a exortação de nosso Pai celeste, que envia a seguinte ordem do céu: “Este é o meu Filho amado; a ele ouvi” (Mc 9.7). Por isso: ouça-O se você quiser experimentar a orientação de Deus. Na prática funciona assim: abra mais a sua Bíblia, leia-a em espírito de oração. Só isso é suficiente para que você trilhe o caminho da salvação de forma sempre nova, que sempre escolha o caminho estreito, pois está escrito:

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos” (Sl 119.105).

Aqui as palavras maravilhosas falam da orientação divina, pois Cristo, a Palavra encarnada, disse a respeito de si mesmo:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo 8.12).

Essa é a condução divina experimentada por todos aqueles que dedicam total confiança à Palavra de Deus – isto é, Jesus Cristo!
Alguns exemplos podem esclarecer como experimentar na prática a orientação de Deus na Palavra e por meio da Palavra: há alguns anos, meu pai nos contou que alguém tinha lhe oferecido uma parceria que no fundo girava em torno do dinheiro. Como tinha muitas dúvidas a respeito, ele clamou ao Senhor em sua angústia, abriu a Bíblia e Deus dirigiu seu olhar para as palavras: “...teremos todos uma só bolsa” (Pv 1.14), às quais seguia a advertência:

“Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés” (v.15).

Essas palavras deram a ele uma resposta tão clara naquele momento, que recusou a parceria sem qualquer hesitação. Mais tarde, as circunstâncias mostraram que essa tinha sido a única decisão correta a tomar.
Talvez agora você se pergunte: podemos usar a Bíblia desse jeito, do mesmo jeito que Wim Malgo fez? Bem, meu pai não forçou a situação para encontrar essa direção, ele simplesmente a recebeu. Em outras palavras: ele experimentou a clara orientação de Deus por meio da Palavra.
Outra experiência da vida do meu pai foi a seguinte: ele e minha mãe viajavam por conta do ministério. Estavam na estrada, a caminho do próximo compromisso, em um carro bastante “velho”. De repente meu pai disse à minha mãe: “Estou me sentindo estranho e com muita tontura; precisamos parar o mais rapidamente possível”. Graças a Deus, depois da curva seguinte havia um espaço para descanso à beira da estrada, onde eles puderam parar. A “tontura” do meu pai piorava cada vez mais. Ele acabara de estacionar o carro quando uma das rodas traseiras se soltou do eixo. Imediatamente eles perceberam de onde vinha a tontura do meu pai: a roda tinha estado a ponto de se soltar. Como o carro não tinha condições de seguir viagem, ele foi guinchado e levado a uma oficina para o conserto. Nesse meio tempo, eles foram obrigados a pernoitar em um hotel. Quando chegaram ao quarto, meu pai espontaneamente pegou a Bíblia e leu a maravilhosa promessa:

“Sabei, pois, que o SENHOR separou para si aquele que lhe é querido” (Sl 4.3, RC).

Esta palavra confirmou aos meus pais que haviam estado sob a clara orientação do Senhor! Do contrário, o fim da história poderia ter sido terrível.
Tenho certeza de que muitos de nossos leitores já experimentaram situações e proteção semelhantes.
Podemos confiar piamente naquilo que Deus nos diz em Sua Palavra, e assim voltar a experimentar a Sua clara orientação dia após dia. Se o Senhor lhe der uma palavra, não permita que o inimigo a roube de você semeando dúvidas.
Certa vez li algo a respeito em um dos livros do abençoado servo de Deus Oswald Chambers, que cito aqui livremente:

“Se você ler uma palavra de Deus na Bíblia ou alguém lhe citar uma afirmação de Deus, e ela atingir seu coração como um raio, por ser uma resposta clara a uma pergunta que você tinha apresentado ao Senhor, então não hesite em crer firmemente naquilo que Ele acabou de lhe dizer. Deixe todas as dúvidas para trás, levante-se e aja de acordo com aquilo que lhe foi dito! Pois Deus falou com você, como se um anjo tivesse descido do céu para lhe dar essas palavras”.

George Müller demonstrou da forma mais clara possível que Deus cumpre a Sua palavra. Afinal, ele dirigiu – somente com base nas promessas da Escritura Sagrada – um orfanato em Bristol, com mais de 2.000 órfãos.
Também há testemunhos de mulheres que confiaram completamente na Palavra de Deus e não foram envergonhadas. Certa vez tive o privilégio de visitar na Holanda uma senhora judia de mais de oitenta anos, crente em Jesus. Ela já havia chegado à fé em Jesus Cristo quando criança e tinha sobrevivido ao Holocausto. Ela me disse o seguinte em relação à Bíblia: “Primeiro, eu sempre leio o que está escrito, depois aceito o que está escrito e em terceiro lugar faço o que está escrito”. Na época mais difícil de sua vida, essa mulher experimentou de forma maravilhosa como Deus a orientava por meio de Sua Palavra. Deus honra a Sua aliança para com aqueles que dedicam sua total confiança à Sua Palavra em qualquer situação, e permite que estes experimentem a Sua maravilhosa orientação. Por que isso acontece?

A Escritura Sagrada é:
a única revelação de Deus
a única forma pela qual Deus fala diretamente
o único apoio inabalável
a única autoridade infalível.

Só a Escritura Sagrada é:
digna de confiança
imutável
incorruptível.

Por isso podemos experimentar a maravilhosa direção de Deus em nossa vida quando nos apropriamos das palavras e promessas da Escritura Sagrada.

Direção debaixo das vistas de Deus

Uma passagem bíblica que retrata e exemplifica de forma maravilhosa como acontece a direção de Deus em nossa vida está no Salmo 32.8, onde o Senhor diz:

“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho”. Salmo 32.8

O Senhor promete aos Seus que vai conduzi-los dirigindo a eles os Seus olhos. Meditando a respeito, lembrei-me do relacionamento cheio de amor entre um pai e o filho que ele vê diante de si. O pai conduz a criança pela mão, enquanto seus olhos vigiam continuamente o filho.
Quando um jovem questionou o Senhor Jesus sobre a vida eterna (Mc 10.17) e confirmou que desde criança cumpria todos os mandamentos (v. 20), lemos: “E Jesus, fitando-o, o amou...” (v. 21). Por que Jesus olhou para ele? Para guiá-lo; para tomá-lo pela mão para que reconhecesse o caminho certo para sua vida. O jovem rico recebeu a oportunidade de ser guiado pelo próprio Jesus. Os olhos do Senhor já pousavam cheios de amor sobre ele – mas o homem não atendeu ao apelo. Que tragédia! É uma prova ilimitada do Seu amor que os Seus olhos repousem sobre nós, para que Ele nos aconselhe e guie desse jeito
Se tomarmos consciência de quão maravilhosos são os olhos que repousam sobre nós, então só podemos adorar, dizendo: que grande Senhor é o nosso! Pois a Bíblia descreve dessa forma os Seus olhos, com os quais Ele quer nos guiar:

“A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo” (Ap 1.14).

Isso significa que os Seus olhos atravessam a mais profunda escuridão. Nada Lhe está oculto. Quando nós já perdemos qualquer perspectiva há muito tempo, Ele ainda enxerga. O que é totalmente incompreensível para nós, está completamente revelado diante dEle. O salmista tinha plena consciência desse fato quando orou:

“Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá” (Sl 139.7-10).

Sim, o Senhor quer que Seus filhos experimentem Sua direção também dessa forma: Ele os guia à medida que Seus olhos estão sobre eles dia e noite, em todas as circunstâncias de suas vidas, onde quer que estejam. E onde quer que Ele tenha essa oportunidade de guiar, conduzir e aconselhar uma pessoa, ali uma luz brilhará mesmo na mais profunda escuridão. Por isso, não desanime, o que quer que você tenha de enfrentar, ou qualquer que seja a sua situação: o Senhor Jesus, que o conduz com Seus olhos, sempre vê uma saída!
Uma pessoa sobre cuja vida Deus mantém os olhos abertos, que permite que Deus a guie dessa forma, é espiritual. Em outras palavras: a atuação do Espírito Santo é o alicerce da vida dela. O Espírito Santo é também o motor que a impulsiona a fazer as coisas corretas e a escolher o caminho certo. Vamos olhar mais uma vez para o texto de Romanos 8.26, que fala sobre nossa incapacidade na oração e então aborda a ajuda que o Espírito Santo dá:

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”. Romanos 8.26

Afinal, por que o Espírito Santo intercede por nós, para que saibamos orar da forma certa? Qual é a Sua motivação? Será que Ele foi encarregado por alguém a fazer isso? Sim, exatamente: o Espírito Santo nos representa na oração da forma como o Pai deseja. É o que vemos no versículo seguinte:

“E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele [o Espírito Santo] intercede pelos santos” (v. 27).

Deus, o Pai, quer que oremos de determinada forma. Ele quer nos aconselhar, mantendo Seus olhos dirigidos para nós, e deseja nos guiar conforme a Sua vontade. Então, o Espírito Santo produz essa vontade de Deus em nós.
O mesmo acontece, por exemplo, com o fato de que o Espírito Santo deseja nos guiar em toda a verdade, como diz Jesus. Por que o Espírito Santo quer e faz isso? Porque o próprio Senhor o deseja, porque Seus olhos estão sobre nós e porque Ele deseja nos conduzir em toda a verdade. O Senhor Jesus diz a esse respeito: “quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade”. Por que o Espírito Santo faz isso? A resposta é:

“porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido... porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16.13-14).

Quando o Espírito Santo deseja nos guiar “em toda a verdade” isso está relacionado àquilo que o Senhor Jesus quer de nossa vida: “...porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar”.
São os olhos do Senhor, que descansam incansavelmente sobre nós, que nos guiam e conduzem. Mas é o Espírito Santo que – como um tradutor – nos explica e esclarece a vontade de Deus.
Naturalmente ainda fica a seguinte questão: como o Espírito Santo produz tudo isso em nós? Como acontece esse processo, pelo qual o Espírito Santo nos representa na oração “com gemidos inexprimíveis”? Como Ele nos revela os motivos pelos quais devemos orar? Bem, Ele não chama um anjo do céu para nos entregar uma lista de motivos. Mas como isso tudo funciona de verdade? Não de forma milagrosa ou espetacular, como muitos irmãos certamente já desejaram. Não, o Espírito Santo simplesmente coloca o motivo em nosso coração. Ou, em outras palavras: desperta em nós o pensamento de orar por este ou aquele motivo.
Da mesma forma acontece com a principal incumbência do Espírito Santo, isto é, a glorificação de Jesus em nós e por meio de nós. Jesus diz: “Ele [o Espírito Santo] me glorificará” (Jo 16.14). Isso significa que Ele não fala por meio de uma experiência espetacular e extraordinária. Não, o Espírito Santo faz Jesus crescer em nós. Ele nos impulsiona a pensar nEle. Ele desperta em nós o desejo de ter comunhão com Jesus e a Sua palavra. Ou Ele produz em nós um impulso interior de, por exemplo, fazer uma declaração de amor ao nosso Senhor, como Davi fazia: “Eu te amo, ó SENHOR, força minha” (Sl 18.1). Davi não orou dessa forma porque teve alguma revelação especial, mas porque sentia isso em seu coração. Ele simplesmente ficou com vontade de louvar ao Senhor dessa forma. O mesmo acontece com aqueles que se tornaram propriedade de Jesus. De uma hora para outra nosso coração nos mostra o que devemos fazer ou não fazer.
Os olhos do Senhor voltados para nós e a atuação do Espírito Santo em nós às vezes produzem o desejo de fazer algo ou deixar de fazer outra coisa. Em outras palavras: temos a forte sensação ou até mesmo a certeza de que este caminho é o certo, e o outro, errado.
Mas os olhos do Senhor não repousam sobre todas as pessoas, sem exceção. Da mesma forma, nem todas as pessoas experimentam a atuação do Espírito Santo que descrevemos acima. Há uma condição, que é a seguinte:

“Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele” (2 Cr 16.9).

Portanto, Deus quer nos ensinar e mostrar o caminho em que devemos andar; Ele quer nos aconselhar, Ele quer dirigir Seus olhos para nós (Sl 32.8) – mas só quando nós também o queremos, quando nosso “coração é totalmente dele”. Somente filhos de Deus consagrados vivem essa direção especial de Deus; só eles experimentam isto: os olhos de Deus sobre eles, a atuação do Espírito Santo dentro deles!
Por isso, certifique-se de que a cada novo dia todos os obstáculos entre você e o Senhor sejam removidos; só assim você experimentará essa extraordinária direção do Senhor! Faça isso, e você experimentará a direção especial de Deus conforme descrita em Isaías 30.21:
“Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele”. Isaías 30.21


Autor: Marcel Malgo

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tirando a venda dos olhos



Conta-se que os índios Cherokees americanos têm um interessante rito de passagem. Ao final da tarde, o pai leva o filho adolescente para a floresta, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho. O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite, não podendo remover a venda, até que os raios do sol brilhem no dia seguinte.

Ele não pode pedir socorro, nem deve esperar que alguém o ajude. Se ele conseguir passar a noite toda ali, sozinho, será considerado um homem. Há uma proibição expressa: ele não pode, em hipótese alguma, contar a experiência aos outros meninos da tribo. A razão é que cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando bravamente o medo do desconhecido.

O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo. Os insetos e cobras podem vir picá-lo. Ele pode estar com frio, fome e sede. O vento sopra a relva e a terra sacode os galhos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.

Segundo os Cherokees, este é o único modo do jovem se tornar um homem de verdade. Finalmente, após a horrível noite de solidão, o sol aparece e a venda lhe é removida. Então, ao abrir os olhos, ele descobre seu próprio pai sentado na montanha perto dele. Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo, embora este não tivesse consciência disso.

Que lição podemos apreender dessa simples lenda? Fiquei a pensar nas vezes em que nos sentimos sozinhos, como se Deus não se importasse, como se o fardo que carregamos fosse só nosso, e de mais ninguém, como se a solidão fosse a única certeza. Quem nunca passou por um momento assim?

Ao lermos a história de grandes homens de Deus, a maioria já carregou o peso de se sentir abandonado, exatamente nas horas em que mais precisava de apoio e incentivo. Abraão, Moisés, Jó, Daniel, Elias, Jesus, e muitos outros, já se sentiram “desamparados”. Mas todos eles, ao terem a venda tirada dos olhos, viram o quanto Deus estava perto, embora por um tempo não o tivessem notado.

Jeremias mostra todo o sentimento de abandono em que se encontra. Ele sentia-se só, um verme ambulante, motivo de escárnio do povo, como se Deus estivesse muito distante.

Mas, então, ele se lembra de como o Senhor costuma tratá-lo, e afirma: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele” (Lm 3.20-24).

Mas quem poderia dizer que Jesus, o Filho de Deus, poderia se sentir desamparado? Ora, Ele passou por isso também.

Jesus havia sofrido terríveis dores na alma em sua oração no Jardim do Getsêmane. Agora, pregado na cruz, ao lado de dois ladrões, enfrentando o escárnio das pessoas, recebendo sobre si mesmo os pecados, as dores e enfermidades da humanidade, sentiu como se Deus o tivesse abandonado.

Em meio à escuridão das trevas, Jesus brada em completa agonia: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Depois, confiante, Jesus clamou em alta voz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!”

Como poderia Deus tê-lo abandonado, se Jesus se sente confiante em entregar-lhe o espírito? Era a venda nos olhos, pois ali estava Jesus, o Homem de dores e que sabe o que é padecer, expressando a Sua humanidade.

A lição que apreendemos é que, de igual modo, nunca estamos sozinhos! Mesmo quando as trevas nos impedem de perceber a presença de Deus, isso não significa que Ele não esteja conosco, logo ali, sentado ao nosso lado.

Deixe Deus tirar a venda dos seus olhos, e verá que Ele jamais deixou de estar ao seu lado, jamais abandona você.
 
 Autor: Pastor Samuel Câmara

terça-feira, 13 de setembro de 2011

SAUL e a feiticeira de En-Dor

“Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar. E Saul se disfarçou, e vestiu outras roupas, e foi ele com dois homens, e de noite chegaram à mulher; e disse: Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser. Então a mulher lhe disse: Eis aqui tu sabes o que Saul fez, como tem destruído da terra os adivinhos e os encantadores; por que, pois, me armas um laço à minha vida, para me fazeres morrer? Então Saul lhe jurou pelo Senhor, dizendo: Vive o Senhor, que nenhum mal te sobrevirá por isso. A mulher então lhe disse: A quem te farei subir? E disse ele: Faze-me subir a Samuel. Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou com alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul. E o rei lhe disse: Não temas; que é que vês? Então a mulher disse a Saul: Vejo deuses que sobem da terra. E lhe disse: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou. Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e não me responde mais, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso te chamei a ti, para que me faças saber o que hei de fazer. Então disse Samuel: Por que, pois, me perguntas a mim, visto que o Senhor te tem desamparado, e se tem feito teu inimigo? Porque o Senhor tem feito para contigo como pela minha boca te disse, e o Senhor tem rasgado o reino da tua mão, e o tem dado ao teu próximo, a Davi. Como tu não deste ouvidos à voz do Senhor, e não executaste o fervor da sua ira contra Amaleque, por isso o Senhor te fez hoje isto. E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo; e o arraial de Israel o Senhor entregará na mão dos filisteus. E imediatamente Saul caiu estendido por terra, e grandemente temeu por causa daquelas palavras de Samuel; e não houve força nele; porque não tinha comido pão todo aquele dia e toda aquela noite.”1 Samuel 28:7–20
             Esse texto bíblico é utilizado por  pessoas que desejam encontrar  a comunicação com os mortos. 
Entretanto, veremos que esse texto é mal entendido
 
Primeiro, precisamos entender que Deus condenava tal tipo de prática, 
como vemos em 
 
Ex 22:18, Dt 18:9-12. 
 
Assim sendo, é de se esperar que se Deus condenava tal prática 
Ele mesmo não iria agir através de tal forma.
 
Segundo, sabemos que Deus não se comunicava com Saul de nenhuma forma mais.
 Terceiro, o texto bíblico nos diz que Saul não viu a Samuel com seus próprios olhos, 
mas ele achou que aquele “ser” era Samuel: “Entendendo Saul que era Samuel” 
(1 Sm 28:13,14).
  
Quarto, foram feitas algumas profecias para Saul.
 Aqui precisamos observar com um pouco mais de atenção, 
porque essas “profecias” foram trazidas por aquele “ser” que Saul pensou ser Samuel. 
Ora, a própria Escritura nos diz que Samuel era um profeta de Deus e que o Senhor não deixou nenhuma de suas palavras cair por terra (1Sm 3:19-20), isto é, tudo que Samuel profetizava acontecia exatamente como era falado, entretanto, essas profecias trazidas nessa situação em particular não ocorreram exatamente como foram feitas.
 
Dessa maneira, a própria Escritura declara que se alguma profecia for trazida e não se cumprir como foi falada essa não vem da parte de Deus (Dt 13:1-5).
 
Com todas essas informações precisamos atentar para o fato de que se esse “ser” fosse realmente Samuel as suas profecias teriam sido cumpridas exatamente como foram feitas, porém esse não foi o caso. Vejamos a profecia feita no verso 19: 
“E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, 
e amanhã tu e teus filhos estareis comigo; 
e o arraial de Israel o Senhor entregará na mão dos filisteus.”
 1. Saul seria entregue aos filisteus e morto por eles;
2. Todos os filhos de Saul seriam mortos.
 
É importante observar que Saul não foi morto pelos filisteus, mas cometeu suicídio 
(1 Sm 31:4). Depois é importante observar que ele não foi entregue nas mãos dos filisteus mas ficou com os habitantes de Jabes-Gileade (1 Sm 31:11-13). Ainda, é importante observar que Saul teve seis (6) filhos, mas apenas três (3) foram mortos naquela batalha, Jônatas, Abinadabe e Malquisua.
            Diante de tais evidências não podemos jamais afirmar que com a feiticeira de En-Dor aquele “ser”,  seria Samuel. As evidências mostram que não era Samuel, mas uma mentiroso, já que as profecias não se cumpriram como foram feitas.
 
Devemos atentar para a Escritura Sagrada, quando esta nos diz que satanás pode se transfigurar em anjo de luz (2 Co 11:14), isto é, ele pode se transformar em quem ele desejar, com a finalidade de enganar a muitos (Mt 24:24), e que sua finalidade4 é matar, roubar e destruir (Jo 10:10).
            Devemos estar atentos porque muitos falsos profetas e falsos ensinos
  Que a Igreja de Cristo continue perseverando na fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos.

SAUL E A FEITICEIRA DE EN-DOR - PARTE 2
 
Não foi Samuel quem apareceu para Saul 
 
A seguir analisaremos o caso.


I - Antes do encontro

O motivo que levou esse rei a recorrer à feiticeira, (necromante pessoa que consultava os mortos )

Foi o desespero a causa principal, pois os inimigos de Israel, os filisteus, estavam prestes a atacar os israelitas, e quando viu o acampamento dos seus inimigos, com seu aparato militar, "foi tomado de medo, e muito se estremeceu o seu coração" (versículo 5). Após ter-lhe sido recusada a resposta divina foi que ele então procurou a feiticeira

Saul estava desesperado, perturbado espiritualmente, porque Deus não lhe respondia de forma alguma, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas. 
Em outras palavras, O Senhor não lhe respondeu nem pessoalmente (por sonhos), nem por através dos sacerdotes (Urim) - os responsáveis pela intercessão do povo diante de Deus - e nem pelos profetas, os instrumentos de Deus para revelar sua vontade aos homens.

Antes da morte de Samuel, Saul havia desterrado os adivinhos, porém quando Saul procurou a feiticeira, Samuel já estava morto (1 Samuel 25.1). Deus o rejeitara, pois o Espírito de Deus havia se afastado dele conforme 1 Samuel 16.14.


II - O encontro com a feiticeira

O capítulo 28 trata , em que o rei estava desesperado, atormentado, com urgência, porque os filisteus estavam próximos e o rei Saul sabia que era pecado, desobediência a Deus, consultar pessoas envolvidas com feitiçaria, (Êxodo 22:18, 1 Samuel 28:3). 
Foi como se Saul dissesse: "Se Deus não me responde, então o diabo vai me responder". 
E ele fez isso. O texto de 1 Samuel 28:7-25, que narra detalhadamente  foi escrita por uma testemunha ocular, alguém que viu o que se passou naquele lugar (versículos 7,8). Provavelmente, tenha sido um servo de Saul, que o levou lá e acreditava no poder da feiticeira e sabia muito bem onde ela poderia ser encontrada. Portanto provavelmente os fatos  foram registrados por alguém que não era temente a Deus. Assim Saul apelou à feiticeira de En-Dor como o último recurso de um desesperado, em flagrante violação de uma lei divina que ele mesmo anteriormente procurara cumprir.

A própria feiticeira sentiu-se receosa quando descobriu a identidade de Saul, que se apresentara a ela disfarçado. Depois de o rei ter-lhe assegurado que nenhum mal lhe aconteceria, a mulher deu início , evocando a presença de Samuel a pedido de Saul. É necessário notar que o rei não viu  Samuel (versículo13).


III - Descrevendo

Em momento algum, a Bíblia diz que o rei Saul viu com os seus próprios olhos, o "profeta Samuel", como afirma a Bíblia: "Entendendo Saul que era Samuel..." Quando ele perguntou à mulher: "Que vês?", ela respondeu: "Vejo um deus que sobe da terra" (versículo 13). Insatisfeito com a resposta, ele inquiriu novamente: "Como é a sua figura?", ao que ela respondeu: "vem subindo um ancião, e está envolto numa capa". A narrativa bíblica diz então que "entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou" (versículo 14) [Ênfase acrescentada] Saul deduziu que o vulto que subia da terra, ao qual ele não via, era o profeta Samuel.


IV - Analisando as profecias de "Samuel"

A profecia do falso Samuel, isto é, o que iria acontecer na vida de Saul foi clara, como se vê no versículo 19: "O SENHOR entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo; e o acampamento de Israel o Senhor entregará na mão dos filisteus" Essa profecia não se cumpriu na íntegra, conforme passaremos a observar: Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus; ele se suicidou (1 Samuel 31:4) e seu corpo foi recolhido do campo de batalha pelos moradores de Jabes-Gileade (1 Samuel 31:11-13).

Também não morreram todos os filhos de Saul - este tinha seis filhos e três deles sobreviveram. Morreram na batalha Jônatas, Abinadabe e Malquisua (2 Samuel 31:8-10; 21:8). Esses fatos tornam essa profecia uma flagrante contradição com o testemunho divino a respeito de Samuel, pois está escrito que "o Senhor era com ele, e nenhuma das sua palavras deixou cair em terra" (1 Samuel 3:19).

É claro, portanto, que não foi Samuel quem se manifestou em En-Dor.


V - Saul e Samuel no mesmo lugar?

O suposto Samuel disse a Saul, "... amanhã tu e teus fihos estareis comigo" (1 Samuel 28.19). Saul ao morrer, não foi para o mesmo lugar onde estava o verdadeiro Samuel, pois este se encontrava no paraíso no Sheol, conforme prometido por Deus em sua Palavra àqueles que o temem (conforme Lucas 16:19-31). Sobre o rei Saul, entretanto, foi pronunciado o juízo divino: na Bíblia encontra-se explicitada a causa de sua morte.

"Assim morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante". 1 Crônicas 10.13.VI


Conclusão

Admitir-se que o profeta Samuel apareceu  e conversou com o rei Saul é negar a moral de Deus. Se o Espírito do Senhor se afastara do rei Saul, se Deus não lhe respondera mais, ou seja, Deus não lhe respondia pelos meios legais, e se o profeta Samuel nunca mais o procurou até o dia em que faleceu, (1 Samuel 15:35), será que o nosso Deus permitiria que Samuel falasse com Saul , consultando uma feiticeira, ato que Deus condena. (Dt. 18. 9-12)

A desobediência sempre traz o juízo divino. A consulta aos mortos é proibida por Deus (Dt. 18. 9-12) e qualquer tentativa de se estabelecer contato com eles é desobediência aos preceitos de Deus, e suas trágicas conseqüências não se farão esperar.

Isaías nos adverte: "Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva!" (Isaías 8:19,20)

Os três baldes de água de Elias

I Rs. 18.22:40

Três anos de seca consumiram da terra de Israel toda a sua vitalidade. E a próxima batalha na guerra invisível para os corações do povo de Deus está prestes a acontecer. Deus envia Elias a Acabe. No caminho encontra Obadias, ( cujo nome significa “servo de Deus"), um oficial da corte que permaneceu fiel ao Senhor, arranja um encontro com o rei (vv.2-15). O caráter de Obadias, estava em harmonia com o significado do seu nome. É notável que o rei o conservasse num cargo tão importante a um homem a quem reconhecia como servo do Senhor.
Acabe sabia que este homem, que era tão fiel a Deus, também seria fiel para administrar os assuntos da casa real.
Talvez você esteja pensando como é que Obadias poderia ser um adorador de Deus e ainda servir à corrupta casa do rei Acabe?. Vamos então nos lembrar que Obadias foi capaz de usar sua posição para salvar vidas de centenas de profetas. É fácil criticarmos aqueles que tem decisões morais difíceis de tomar. Cada indivíduo deve ser guiado pelo senso próprio da liderança de Deus. O que nos pode parecer ser “comprometimentos”, pode em vez disso, ser uma corajosa decisão em seguir um caminho difícil e perigoso.
Nesse momento, Elias desafia Acabe para convocar os profetas de Baal e Aserá para uma agora famosa competição no Monte Carmelo!. Interessante que antes do combate, o rei Acabe foi procurar o profeta Elias para chamá-lo de perturbador de Israel!. Acabe sugere que Elias estava tentando prejudicar Israel. Elias imediatamente, reverteu à acusação: era Acabe quem havia prejudicado Israel ao adorar os deuses Baal e Aserá.

O rei foi ao profeta, não o profeta ao rei!
O rei sabia muito bem que Elias era leal e servia aquele que é maior que qualquer rei da terra. Acabe pode perceber que naquele seu encontro com profeta, ele jamais concordaria em entregar-se nas suas mãos. Podemos perceber que há um certo temor nas palavras do rei ao falar com Elias, mesmo estando acompanhado por uma poderosa guarda pessoal de soldados... enquanto o profeta só tinha a defesa de Deus!.
O rei e todos os dos seus reinos, precisavam saber que a desobediência dos mandamentos de Deus, estava trazendo terríveis castigos a todos eles. Procuravam a boa vida, agora encontrariam a morte; procuraram o gozo, iriam encontrar dores e desgraças; procuraram prosperidades e fama, iriam encontrar dificuldades e ruínas.
Irmãos, ao longo da história, temos olhado para os 450 profetas de Baal apenas com ironia e desdém. Porém, se não quisermos acabar como eles, cansados, feridos, desamparados, envergonhados, desmoralizados e mortos, devemos olhar para a sua história com mais atenção, pois, assim como nós o somos, eles também eram homens religiosos, zelosos e devotados!.
Esse confronto revela na realidade qual era o verdadeiro conflito em Israel. Não se tratava de algo entre Elias e Acabe, mas sim de uma questão a ser acertada entre Elias e os profetas de Baal, entre o verdadeiro Deus, e os falsos deuses.
Então Elias desafia Acabe para convocar os profetas de Baal e Aserá para uma famosa competição no monte Carmelo. Os profetas seguidos por multidões de pessoas, vem de todo o país (vv.16-19). Lá Elias conclama o vacilante povo de Israel para seguir ao Deus verdadeiro. O povo deve ter se apresentado com estranhos pressentimentos. O Monte Carmelo, que antes oferecia um belo panorama, com seus templos de ídolos e bosques florescentes, agora estava desolado. Ali naquele monte consagrado aos santuários pagãos – uma vez tão belos e tão áridos – esse monte iria tremer diante do profeta Elias!
O profeta propõe ao povo demonstrando a necessidade deles de abandonar a duvidosa encruzilhada que se encontravam. Recusariam para sempre o Deus que os tinham estabelecido como um povo separado, ou aceitariam a Baal como seu amo e senhor!. Era muito justa a prova que Elias tinha proposto para decidirem, a quem deveriam obedecer: a Deus ou a Baal?.
Os sacerdotes de Baal também pretendiam demonstrar o poder de seus deuses fazendo descer fogo do céu, e acreditavam que tinha poder sobre a chuva e a tormenta, que seus deuses podiam até enviar do céu seus raios flamejantes.
Por que Elias molhou 3 vezes o altar? Talvez seja porque os profetas de Baal haviam clamando ao seu deus por horas; enquanto que a oração de Elias ao Deus de Israel não durou mais do que 20 segundos. Se, antes de orar, ele não tivesse molhado abundantemente o altar, talvez o povo de Israel ficasse em dúvida quanto à origem do fogo que desceu do céu. Por isso, creio eu, simbolicamente, que Elias estava jogando BALDES DE ÁGUA FRIA na idolatria.

O PRIMEIRO BALDE DE ÁGUA FRIA:
Foi jogado para apagar a confiança do povo nos falsos deuses.
Não é somente entre os idólatras que há falsos deuses; entre nós também há! Muitos, literalmente, adoram a placa da sua igreja, pregadores, escritores e cantores evangélicos famosos, "seu" ministério, prestígio pessoal, e são extremamente devotados aos seus "deuses". Mas, a exemplo do que aconteceu aos profetas de Baal, estes crentes também não terão um final feliz!
É verdade que atualmente não derretemos ouro para fazermos bezerros para serem adorados como antigamente, mas a idolatria não é menor. Os ídolos do mundo moderno são tantos e tão bem disfarçados que não é fácil percebê-los. Há ídolos aparentemente inocentes e pouco perceptível, como por exemplo, o excessivo apego à moda, a modismos, e ao que vê e se diz na televisão. Vira idolatria!
Quantas pessoas conhecemos que se tornam vítimas de dívidas impagáveis em cartões de crédito!. Quantos compram coisas que não necessitam, o seu desejo é somente para atender às expectativas de uma aprovação social, ou para ser considerado “pessoa interessante”. Passam a freqüentar lugares de gente “bonita”, de pessoas que são consideradas importantes, que de algum modo, acabam passando a ser centro de referencia de suas vidas.

SEGUNDO BALDE DE ÁGUA FRIA: 
Foi jogado para apagar a confiança do povo nos rituais religiosos.
Os rituais a Baal eram grandiosos, bem elaborados, impressionantes. E o povo de Israel ficava admirado com aquelas extraordinárias expressões de fé e acreditava que Deus estava se agradando. É incrível e até vergonhoso admitir, mas, de uns tempos para cá vem crescendo no meio evangélico uma inexplicável confiança em rituais. Parece que aquele culto simples, que funcionou por séculos, não mais satisfaz os crentes "modernos", que desejosos de "show" saem à caça de "Culto Disso", "Quebra Aquilo", "Cura Aquilo-Outro", "Corrente do Não-Sei-O-Quê", "Rede Sei-Lá-Das-Quantas", terapias, simpatias, e gritarias, e o povo de Deus continua fraco, doente e morrendo, por que não confia mais em Deus, e sim em rituais.
Afinal o que está matando as nossas igrejas? O maior erro começa por nós, que somos líderes levantados pelo Senhor, O nosso Deus foi transformando em servo do povo para cumprir os seus ideais e os seus “caprichos”. Falta temor e espanto para com Deus. Crianças estão aprendendo com a falta de reverência dos pais!. Hoje o que vemos na igreja é um verdadeiro negócio com Deus, onde quem leva vantagem é sempre o homem. A voz e o tom exigente que se fala com Deus, deixa dúvidas de quem é o verdadeiro Senhor. Pastores dizem ouvir a voz de Deus na operação de “seus” milagres. Manipulam a fé de nossos irmãos em quase todos os milagres. Não pregam a salvação, nem o arrebatamento que está batendo às nossas portas. Não se vive mais o primeiro amor, porque não ensinamos mais a eles!!.
Falta unção, e o contato com o divino!. Estamos vendo igrejas apresentando em seus cultos, uma teologia sem conteúdo, deixando os irmãos se sentindo vazio na alma e no espírito. Entram “vazios” e saem “ocos”.
Só tem prazer de estar ali porque veio para “negociar” na casa de Deus, nem passa pela cabeça querer adorá-lo e louvá-lo. Que futuro terá uma geração em que a relação com Deus não passa de frases ocas que só prometem prosperidade e vitórias sobre demônios e triunfo em todas as áreas das suas vidas?.
Não se sabe se a igreja existe para levantar as pessoas ou se estas existem para levantar a igreja. Só estamos indo para a igreja porque temos medo de irmos para o inferno. A falta de discernimento e a confusão de hoje é gerada por líderes que não procuram falar o que as pessoas precisam ouvir, mas o que elas querem ouvir!.

O TERCEIRO BALDE DE ÁGUA FRIA:  
Foi jogado para apagar a confiança do povo nos esforços pessoais.
Ao ver os profetas de Baal se auto flagelando, vertendo seu próprio sangue em prol daquilo que criam e defendiam, quem sabe o povo de Israel não ficasse tentado a proceder como aqueles pagãos que acreditavam poder arrancar os favores divinos por meio de esforço pessoal. É verdade, sim, que devemos nos esforçar para fazer o nosso melhor para Jesus, mas isso não significa, em hipótese alguma, que devemos tentar arrancar a benção à força.
Irmãos, essa experiência vivida por Elias, é semelhante à dos adoradores de demônios nos países atuais do Oriente, que se excitam até um alto grau de frenesi religioso, emitindo sons e rosnados incompreensíveis. Satanás e seus demônios estavam no Carmelo e teriam feito todo o possível para que descesse o almejado fogo, se Deus tivesse permitido!.
Em tempos anteriores se tinha adorado Deus naquele altar que Elias construiu “em cima da hora”. Esse altar estava em desuso há muito tempo. Com reverência o profeta reuniu as pedras espalhadas. O Senhor estava me dizendo que há muitos lares hoje em dia onde o altar de Deus está derrubado, e muitos destruídos!.Vidas que tem o seu altar completamente tomado por cinzas! Não há mais o fogo do avivamento!!. Esse é o tempo que Deus quer, e nos pede para fazermos uma obra similar do monte Carmelo. Reconstruir nosso altar para Ele.
Ao anoitecer, os filhos de Deus deveriam reunir-se nos seus lares, e no altar da família, passar uns bons momentos de calma e devoção. O altar da oração e da devoção de todo o crente , deve estar permanentemente conservado, intacto para que Ele possa receber toda a nossa devoção.
Deus nos ouve porque nos ama, porque nos convida para um relacionamento pessoal e verdadeiro com Ele, e não porque merecemos coisa alguma. Quantos crentes estão seguindo o caminho dos profetas de Baal. Quantos pastores estão acreditando que sua igreja irá crescer se ele verter seu próprio sangue por ela. Ah, Senhor, estamos nos esquecendo da Sua graça, do Seu favor imerecido!

CONCLUSÃO
Por que Elias jogou água no altar 3 vezes? Porque queria apagar a confiança do povo:
Nos falsos deuses;
Nos rituais religiosos;
Nos esforços pessoais.

Elias queria anular toda e qualquer chance da idolatria que pudesse se instalar na vida do povo de Israel. Temos que anular toda e qualquer chance da idolatria se instalarem na nossa vida.
Afinal você é servo do Deus Altíssimo e não do deus Baal.
Podemos então agradecer ao Senhor e dizer em alta voz:

Deus seja louvado!
Autor: Joaquim S. Guimas